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Sobre a Escola

      Em 1956, o Sr. Arno Frey deu início aos trabalhos de loteamento das terras de sua chácara, abrindo as ruas Cachoeira e Passo Fundo e as Travessas Caçapava e Lavras.

Em 1958, a família Engel construiu as 5 primeiras casas do bairro e mudaram-se para a Rua Cachoeira, onde moram até hoje.

O bairro foi crescendo, as moradias aumentavam na medida que o Distrito Industrial ia recebendo novas indústrias. Vai crescendo também a necessidade  de construir uma escola no bairro, pois as crianças daqui deviam estudar na Escola Estadual José Mânica, distante cerca de 2,5km. Em janeiro de 1986, o vice-prefeito em exercício declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, as terras do Sr. Marcos Ritter, para a construção de  uma escola.

ab      Em 2007, alunos da 5ª e 6ª séries, em entrevistas com pessoas da comunidade, como a Sr. Mônica Engel, descobriram que, no passado, o Sr. Marcos Ritter teria doado uma área de terras para a comunidade construir a escola. 
Mais tarde, em conversa com Sr. Fredolino Engel e esposa, um dos primeiros moradores do bairro e, segundo ele, intermediador na doação da área de terras entre Sr. Marcos e o padre da Igreja Santo Antônio, a doação das terras era para atender a um desejo de uma senhora de idade, a quem ele tinha muita admiração, de construir uma igreja nesta área. Na época, teriam então cogitado a possibilidade da construção de uma escola, pois todos, inclusive seu Marcos, frequentavam a Igreja Santo Antônio, ao que ele teria respondido que a comunidade fizesse o que bem entendesse.

c         Diante da existência do documento de desapropriação de uma área de  terras do Sr. Marcos Ritter por parte da prefeitura para a construção da escola no bairro Vila Nova, a professora Márcia Goetze e a vice-diretora Denise foram conversar com a senhora Lúcia Haser, irmã do falecido Marcos Ritter, que relatou que o presidente da comunidade da Igreja Santo Antônio a teria procurado e ao seu esposo, João Luis Haser, questionando-os da possibilidade de a igreja vender, para a prefeitura,  parte da área de terras doadas pelo Marcos, quanto ao   que a família não viu nenhum problema, já que a doação havia sido feito para a comunidade, e esta poderia usufruí-la da maneira que quisesse.  

      Em janeiro de 1988, sai o Decreto nº 2.948, criando a escola de 1º Grau Incompleto, que inicia o ano letivo em 8 de abril, tendo, como diretora, a professora Ramondia Holz, que esteve na escola no dia 4 de outubro, junto com as professoras Márcia Zanette e Carla Hildebrandt, contando, para os alunos da 5ª série, um pouco sobre o primeiro ano da escola. Ela lembrou que as aulas demoraram a começar, porque a Secretaria de Educação estava tendo dificuldades em encontrar alguém que assumisse a direção, e pelo fato de estar faltando material e espaço físico, como cadeiras, que pegaram emprestado na Igreja Santo Antônio, e que, durante o mês de março, a prefeitura construiu o chalé com as duas salas, sendo que, numa, foi instalada a Biblioteca e, na outra, uma sala de aula.

As professoras lembraram que a primeira reunião  de professores foi realizada na casa da professora Maria Nilza Paz Lopes, na Avenida Euclides Kliemann, que, na época, trabalhava na SMEC, e que lá, também, realizavam as matrículas dos alunos, por não ter móveis na escola.

d        Relataram das dificuldades enfrentadas no início, como a falta de espaço,  pois contavam com 3 salas de aula, a biblioteca, a cozinha e a secretaria, onde eram atendidos, no turno da manhã, a 2ª, 3ª e 4ª séries, com 64 alunos, e, à tarde, a  Pré-escola e 2 turmas de 1ª série, com 72 alunos, totalizando 136 alunos. O pátio era aberto, e tudo, ao redor, mato. A Rua Triunfo terminava na frente da escola. Já enfrentavam problemas com a sanga, que, em dias de chuva forte, transbordava, obrigando a liberar os alunos mais cedo, antes de o pátio e ruas serem tomados pela água. Nos dias de calor, era o mau cheiro que incomodava. 
Lembraram que houve a tentativa de cultivar uma horta escolar, o que não foi possível, pois as galinhas dos vizinhos comiam tudo. Esta só foi possível realizar-se  anos mais tarde, quando o pátio foi cercado.
No primeiro ano da escola, faltava muito material e, para consegui-lo, a direção e o CPM  organizavam festas, para arrecadar fundos e comprar materiais para escola. Nestas festas, a direção sempre contava com a ajuda  dos pais, que ajudavam na organização, no dia, e na limpeza, após a festa. Para conseguir brindes, a direção passava de porta em porta nas lojas do centro.

Uma das dificuldades que a escola enfrentava eram os frequentes roubos.

Outra dificuldade era  em manter professores de Educação Física: ninguém queria dar aula nesta escola, pois não tinha espaço para as aulas, e estas  deviam ser realizadas no campo.  

No dia 18 de setembro de 1988, a escola foi oficialmente inaugurada. (No jornal Riovale, saiu reportagem em 21/09).                                  

Durante muitos anos, esta escola continuou com o mesmo espaço físico de quando foi inaugurada. Como era pequena, a comunidade passou a chamá-la de “coleginho”, e assim foi conhecida por muito tempo.
Somente no ano de 2000, a escola recebeu sua primeira ampliação. Foram construídas  3 salas de aula, 1 banheiro feminino e outro, masculino, e, ainda, um Laboratório de Ciências.

Com esta ampliação, foi possível aumentar o número de alunos  atendidos na escola, pois, até esta data, somente havia turmas até a 4ª série. Assim, já no ano de 2001, foram implantadas as primeiras turmas de 5ª e 6ª séries, e, em 2002 e 2003, respectivamente, as turmas de 7ª e  8ª séries.

No ano de 2003, também foi iniciado uma nova ampliação, quando foram construídas mais 2 salas de aula. Concluída esta última obra, em 2004, solucionou-se o problema da falta de salas de aula, mas ainda faltava solucionar o problema de espaço físico para a parte administrativa, pois secretaria, sala de professores, biblioteca, cozinha, refeitório, sala de supervisão e orientação ainda continuavam na parte antiga da escola, em espaços reduzidos e inadequados. Não tinha espaço nem para sala de direção.

Assim, no ano de 2006, foi iniciada a construção da parte administrativa da escola, contando com uma sala de aula, biblioteca, cozinha com refeitório, secretaria, sala para professores, direção, supervisão e orientação, entregue para uso a partir de maio de 2007 e inaugurada em setembro. Com a ampliação física, houve a possibilidade de organizar o espaço e montar o laboratório de informática, quando a Escola adquiriu, com apoio da comunidade, através de uma rifa, os primeiros computadores. Ainda em 2007, a escola recebeu a quadra esportiva.

Já em 2008, a Escola recebeu o ajardinamento da quadra e concluiu o play ground para os alunos das séries iniciais.

O nome da escola

A escola foi inaugurada oficialmente no dia 18 de setembro de 1988.
Inicialmente a escola recebeu o nome de Escola  de 1º Grau Incompleto Vila Nova.  Por meio de uma Portaria, de 26 de julho de 1988, passou a denominar-se  Escola de 1º Grau Incompleto Normélio Egídio  Boettcher e, a partir de 13 de setembro de 1998,  Escola Municipal de Ensino Fundamental Normélio Egídio Boettcher.

Mas por que Normélio Egídio Boettcher?

Segundo registros de Atas de reunião do CPM, realizada em 4 de maio de 1988, foram sugeridos os seguintes nomes para a denominação da escola: Marcos Ritter, José Gomes e José de Oliveira Lopes. Já na Ata da reunião realizada em 8 de agosto do mesmo ano, está registrado que a escola recebeu a Portaria nº 4.137, de 26 de julho de 1988, referente à denominação da escola como:  Escola Municipal de 1º Grau Incompleto  Normélio Egídio Boettcher, expedido pelo gabinete do Prefeito. 

                        Quem foi  Normélio Egídio  Boettcher?

e Normélio Egídio Boettcher era natural de Rio Pequeno, onde seus pais eram proprietários de um armazém em que vendiam de tudo, nasceu em 31 de maio de 1936 e faleceu em 7 de novembro de 1987.
Quando pequeno, gostava muito de andar a cavalo. Entre 7 e 8 anos, veio para o internato do Colégio Mauá, sendo o aluno mais moço, pois seus pais davam muita importância para o estudo dos filhos.  Frequentou a escola de Teologia de São Leopoldo, onde já demonstrava seu espírito empreendedor, ocasião em que foi aconselhado aos seus pais que não seguisse a carreira religiosa. Estudou, posteriormente, em Porto Alegre, no IPA, e, mais tarde, cursou Administração, em São Paulo.
Nos meios esportivos, Normélio Boettcher teve uma atuação marcante. Ainda no Colégio Mauá iniciou sua jornada esportista no basquete, foi convidado para estudar no IPA, em Porto Alegre, para jogar pela escola. Entre 16 e 17 anos começou  a jogar  basquete na Sociedade Ginástica Santa Cruz, conquistando importantes títulos. Em São Paulo conquistou o título de cestinha brasileiro de basquete individual.
Em 1960, ocupou a presidência da Sociedade Ginástica. Ainda foi presidente do Futebol Santa Cruz, em duas oportunidades, de 1973 a 1977, onde iniciou como atleta.
Por fim, Normélio também atuou no Tênis Clube, como tenista, chegando a vencer diversas competições.
Na vida profissional, iniciou cedo, com 25 anos de idade, em 1961, quando seu pai faleceu, e Normélio assumiu os negócios da família, dando vitalidade à empresa Tabacos Boettcher Wartchow. Entre as diversas funções que ocupou como empresário, de 1974 a 1977, foi presidente do Sindifumo – Sindicato das Indústrias do Fumo.

Na vida política, também iniciou cedo, aos 28 anos, em 1964: foi eleito 1º suplente à Câmara dos Vereadores. Nas duas legislaturas seguintes, de 1969 a 1972, e de 1973 a 1976, elegeu-se como vereador, cumprindo dois mandatos. Exerceu a presidência da Câmara dos Vereadores em dois períodos legislativos, em 1969 e 1973. No ano de 1982, elegeu-se vice-prefeito, com Armando Wink, e, em menos de cinco anos da administração dos dois, Normélio assumiu por 10 vezes a chefia do Executivo, nas férias ou viagens do prefeito Armando Wink.

JORNAL GAZETA DO SUL – Santa Cruz do Sul, 10 de novembro de 1887; págs. 6, 7 e 8.  
JORNAL RIOVALE – Santa Cruz do Sul, 11 de novembro de 1987; pág. 3.
JORNAL RIOVALE – Santa Cruz do Sul, 21 de setembro de 1988; pág. 7.
ENTREVISTAS com pessoas da comunidade, ex-diretora Profª. Ramondia Holz, D. Lia Boettcher